Banner
Cara, cadê meu emprego? E-mail
Escrito por Ronaldo Trentini   

Ninguém sabe bem de onde vem o golpe. O fato é que 2009 começa com uma das maiores ondas de demissão dos últimos tempos.

O setor mais afetado, por enquanto, é o metalúrgico o que não chega a ser novidade. Altamente volátil, o setor normalmente é um dos primeiros a sentir qualquer cheiro de crise que se aproxima. Seguido da construção civil. Mas quem acompanha o noticiário com alguma regularidade, com certeza, tem dificuldades em entender exatamente o que está acontecendo.

Afinal, como pode haver uma crise quando se bate recordes de crescimento. Para se ter uma idéia, Jundiaí fechou 2008 com recorde em exportações. As empresas instaladas na cidade exportaram quase 30% a mais do que em 2007.

Talvez, uma das bombásticas declarações do presidente Lula possa esclarecer minimamente as coisas: “Ainda não temos dados oficiais, mas nós vamos ter para o mês de dezembro, que na série histórica é por volta de 300, 400 mil demissões, nós vamos ter um pouco mais. Talvez cheguemos a 800 mil demissões”, disse, tentando preparar o país para os dados a serem divulgados pelo Ministério do Trabalho. Logo depois emendou: “Mas em 2008 tivemos o maior número de empregos gerados no país”.

Podemos sintetizar dessa forma: quem conseguiu um emprego no começo do ano passado, corre sério risco de perde-lo no início deste. Ainda que o presidente tenha exagerado na dose, a estimativa do Ministério do Trabalho é de que o Brasil feche 2008 com aproximadamente 600 mil demissões em dezembro.

De fato, 2008 foi um dos melhores anos para a economia nacional e se encerrou com o país mergulhando numa crise internacional que ninguém ainda conseguiu definir exatamente de onde veio. Dizem que está associada à quebradeira generalizada de bancos americanos, associados à bolha das hipotecas. Mas as gigantes que começam a abrir o bico, como a General Motors, estão atoladas em dívidas há décadas.

O problema é que, mais uma vez, o Brasil não está preparado para a tempestade. Com as cordas soltas e barco a todo pano, o país é obrigado a pisar no freio sem alertar seus passageiros. Estamos todos sem o cinto de segurança. Olhando por esse lado, pode-se entender um pouco porque as metalúrgicas estão demitindo. Afinal, a indústria automobilística foi quem mais acumulou lucros ao longo de 2008, com recordes de produção. Ao invés de usar esse lucro para amortizar a parada brusca, a alternativa óbvia será sempre demitir.

Ao que tudo indica, 2009 será um ano terrível. Mas eu ainda prefiro a previsão dos economistas argentinos. Nossos vizinhos prevêem que 2009 será o ano do CONSUMISMO: Con su mismo coche, con su misma ropa, con su misma casa y, se Dios lê ayude, con su mismo empleo.


Ronaldo Trentini
About the author:


LAST_UPDATED2
 
Banner

Banner_Right

Featured Links:
Banner

ArtBannersPlus Module

Componente ArtBannersPlus no est instalado.

Enquete

Como você acessa a Internet?
 

Usuários online

 33 visitantes online

Magazine Issues

Notícias - Jundiaí

Magazines

Assunto Principal

Magazine Menu

No Magazines Available